Estudos clínicos de não-inferioridade - 3/3.
Nos posts anteriores, vimos o conceito de estudo clínico de não-inferioridade, que visam a testar se um novo medicamento possui efeito “não-inferior” a outro já aprovado para dada condição. Essa “não-inferioridade” (pequena perda do benefício principal) seria compensada por algumas vantagens a mais, como preço menor ou menos efeitos colaterais. Além disso, vimos que aspectos metodológicos desse tipo de estudo merecem atenção. Agora, vamos pensar o caso da apendicite . Recentemente, publicou-se estudo de não-inferioridade que comparou o manejo cirúrgico da apendicite ao tratamento apenas com antibióticos. Em resumo, tratou-se de estudo não-randomizado (deu-se, aos responsáveis, a opção de escolher o manejo), que comparou tais opções de manejo da apendicite não-complicada em crianças entre 7 e 17 anos. O estudo avaliou: dias “perdidos” em decorrência do tratamento da apendicite; e taxa de sucesso do manejo não-operatório (proporção de pacientes tratados clinicamente que, após um an...